• Cariacica a 2ª cidade mais violenta do Brasil PDF Imprimir E-mail
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    Qui, 09 de Dezembro de 2010 09:43

    Oito cidades capixabas na lista dos locais onde morrem mais jovens assassinados no Brasil: Cariacica, Linhares, Serra e Vila Velha estão entre os 20 municípios

    A constatação está numa pesquisa inédita divulgada nesta quarta-feira (08) pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. O estudo mostrou ainda que a probabilidade de ser assassinado é 12 vezes maior quando o jovem é do sexo masculino.

    Cariacica é a segunda colocada entre as cidades brasileiras no ranking de homicídios entre adolescentes com idade entre 12 e 19 anos, com 8,2 assassinatos a cada mil pessoas. A constatação foi feita por uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (08) pelo Programa de Redução da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens entre cidades com mais de 200 mil habitantes.


    O programa é resultado de parceria entre Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fundo das Nacões Unidas para a Infância (Unicef), Observatório de Favelas e Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

    De acordo com o estudo, que utiliza dados coletados em 2007, o município capixaba só perde para Foz do Iguaçu (PR), onde 12 adolescentes, em cada mil, morreram assassinados naquele ano antes de completar 19 anos.

    A pesquisa indicou também que Vila Velha, Serra e Vitória também estão entre as cidades com mais de 200 mil habitantes que apresentaram maior mortalidade de jovens em 2007. Nesses municípios, seis em cada sete homicídios são cometidos com arma de fogo.

    Além disso, a expectativa de ser vítima de assassinato é 12 vezes maior para adolescentes do sexo masculino e quase quatro vezes maior para negros, segundo a pesquisa. O levantamento levou em consideração as declarações de óbito reunidas pelo Ministério da Saúde durante o período.

    Na comparação entre cidades com mais de 100 mil habitantes, o município aparece em terceiro lugar no Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), precedido por Foz do Iguaçu (PR) e Governador Valadares (MG).

     

    Veja a íntegra do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA)

    O ranking 20 cidades com mais de 100 mil habitantes no IHA


    Código Geográfico

    Municí­pio

    Estado

    IHA (2006)


    Número de mortes esperadas por homicí­dio
    (entre 12 e 18 anos)

    410830

    Foz do Iguaçu

    PR

    9,7


    446

    312770

    Governador Valadares

    MG

    8,5


    327

    320130

    Cariacica

    ES

    7,3


    393

    260960

    Olinda

    PE

    6,5


    353

    320320

    Linhares

    ES

    6,2


    118

    320500

    Serra

    ES

    6,1


    375

    330170

    Duque de Caxias

    RJ

    6,1


    683

    260790

    Jaboatão dos Guararapes

    PE

    6,0


    578

    270430

    Maceió

    AL

    6,0


    826

    261160

    Recife

    PE

    6,0


    1263

    330190

    Itaboraí

    RJ

    6,0


    175

    320520

    Vila Velha

    ES

    5,6


    315

    311860

    Contagem

    MG

    5,5


    460

    411915

    Pinhais

    PR

    5,5


    93

    521250

    Luziânia

    GO

    5,4


    149

    330070

    Cabo Frio

    RJ

    5,4


    121

    312980

    Ibirit

    MG

    5,2


    133

    150420

    Marabá

    PA

    5,2


    185

    310670

    Betim

    MG

    5,0


    304

    315460

    Ribeirão das Neves

    MG

    5,0


    241

    A cidade de Foz do Iguaçu (PR) lidera o ranking brasileiro de homicídios entre adolescentes com idade entre 12 e 19 anos, segundo dados de pesquisa divulgada nesta quarta (8) pelo Programa de Redução da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens.

    O programa é resultado de parceria entre Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fundo das Nacões Unidas para a Infância (Unicef), Observatório de Favelas e Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

    De acordo com a pesquisa, que utiliza dados coletados em 2007, 12 adolescentes em cada mil   morriam naquele ano em Foz do Iguaçu antes de completar 19 anos. No relatório publicado em 2009, com dados de 2006, a cidade também aparecia em primeiro lugar no ranking. Segundo dados de 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Foz do Iguaçu tem 325 mil habitantes.

    "É uma região de contrabando de mercadorias, com uma rede forte de tráfico de drogas e forte exploração sexual, que tornam o cenário crítico para crianças e adolescentes. É preciso um esforço conjunto entre os três países [da fronteira] para reduzir esses índices" , disse Carmem Oliveira, secretária de infância da Secretaria Especial de Direitos Humanos.

    Uma parte do levantamento foi realizado em municípios com mais de 200 mil habitantes e levou em consideração as declarações de óbito reunidas pelo Ministério da Saúde.

    Nesses municípios, a maioria dos homicídios (seis em cada sete) é cometida com arma de fogo. A expectativa de ser vítima de homicídio é 12 vezes maior para adolescentes do sexo masculino e quase quatro vezes maior para negros, segundo a pesquisa.

    "Do ponto de vista de raça, é algo preocupante. Em Maceió, o risco de os negros serem assassinados é 53 vezes maior que o dos brancos. Estamos diante de um extermínio racial em Maceió", disse Carmem Oliveira, secretária de infância da Secretaria Especial de Direitos Humanos.

    Além de Foz do Iguaçu, 19 municípios com mais de 200 mil habitantes estão entre os que apresentavam maior mortalidade de jovens em 2007: quatro de Minas Gerais (Ribeirão das Neves, Belo Horizonte, Betim e Contagem); quatro do Espírito Santo (Cariacica, Vila Velha, Serra e Vitória); quatro de Pernambuco (Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes); três do Rio de Janeiro (Duque de Caxias, São Gonçalo, Itaboari); dois de Alagoas (Maceió e Arapiraca); um do Maranhão (Imperatriz); e um da Bahia (Itabuna).

    Entre as capitais, Recife (PE) lidera as estimativas com um índice de 7,3 mortes para cada grupo de mil adolescentes entre 12 e 19 anos.

    Segundo a coordenadora do Programa de Redução da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens, Raquel Willadino, é preciso mais programas de prevenção.

    "Nossas estimativas valem para sete anos. Se esses números se mantiverem nos próximos anos, cerca de 33 mil vidas de adolescentes serão perdidas. Por isso, precisamos de mais programas de prevenção", afirmou. (Com informações do G1)

    Fonte: Gazeta Onliine e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

     

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